Os centros de dados são hoje uma infraestrutura estratégica para a competitividade, a soberania digital e a atração de investimento. Em Portugal, o setor parte ainda de uma base instalada reduzida, com capacidade abaixo da média europeia, e enfrenta obstáculos como processos regulatórios complexos, fragmentação institucional e falta de polos consolidados à escala internacional.
Ao mesmo tempo, o contexto internacional abre uma oportunidade relevante. O crescimento da inteligência artificial está a aumentar a procura por capacidade computacional, enquanto vários mercados europeus enfrentam limitações à instalação de novas infraestruturas. Neste cenário, Portugal poderá registar um crescimento acelerado da procura e beneficiar de impactos económicos significativos, em termos de PIB, emprego e balança comercial.
Neste contexto, o Plano Nacional de Centros de Dados (PNCD) define uma resposta integrada do Estado para posicionar Portugal como hub europeu de centros de dados, assegurando simultaneamente sustentabilidade ambiental, eficiência energética e equilíbrio territorial. O Plano estrutura-se em 15 iniciativas a implementar em 2026–2027, distribuídas por quatro eixos: Regulação e Governação, Energia e Infraestrutura, Procura e Mercado, e Território e Ecossistema.