Até 2030, Portugal continuará a acolher programas de formação em transformação digital, organizados em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). Destinados a diplomatas e dirigentes públicos de países em desenvolvimento, estes programas visam apoiar a modernização da administração pública, promover a partilha de boas práticas e reforçar o papel de Portugal na cooperação internacional.
Esta parceria foi renovada pelo terceiro ano consecutivo. No âmbito do programa "Bolsas de Estudo para o Projeto ONU — Portugal Digital", Portugal recebe, todos os anos e durante uma semana, participantes de vários países para uma formação centrada na governação digital. Até agora, quase 140 profissionais já beneficiaram desta iniciativa.
Formação para decisores
Os programas destinam-se a funcionários de alto nível e diplomatas de países menos desenvolvidos (LDC), de países em desenvolvimento sem litoral (LLDC) e de pequenos Estados insulares em desenvolvimento (SIDS). A prioridade é apoiar os responsáveis pelas decisões políticas nas áreas das políticas públicas e da governação digital.
Em entrevista à ONU News, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Ana Isabel Xavier, explicou que o objetivo é encarar "a transformação digital como um motor de prosperidade", melhorando o setor público e reforçando a estrutura institucional dos países. Esta iniciativa contribui também para a Agenda 2030 e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), visto o digital ser transversal a todas as áreas.
Uma rede com efeito multiplicador
Dado que os participantes são altos funcionários da administração pública, diplomatas e membros de gabinetes ministeriais, o conhecimento adquirido tem um impacto direto nas decisões tomadas nos respetivos países.
Além da transformação digital, estão a ser consideradas outras áreas de formação, nomeadamente os oceanos e o espaço.
O reconhecimento de Portugal no domínio digital
A escolha de Portugal para acolher estes programas reflete o seu reconhecimento internacional em termos de transformação digital, visível, por exemplo, no 3.º lugar alcançado no Índice de Governo Digital da OCDE. Ao partilhar a sua experiência, Portugal não só reforça a sua reputação como também ajuda a criar uma rede internacional de troca de conhecimentos e boas práticas de governação digital.