Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado realiza primeira reunião
Atualização 18.05.2026
Nova estrutura reforça a coordenação tecnológica do Estado.
Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado
Simplificação Administrativa
Transformação Digital
Administração Pública
Em detalhe
A Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado realizou, no dia 15 de maio de 2026, a sua primeira reunião, no Campus XXI, em Lisboa, assinalando uma nova etapa na forma como a Administração Pública portuguesa coordena decisões em matéria de simplificação, tecnologia e transformação digital.
Criada pelo Decreto-Lei n.º 85/2026, de 13 de abril, a Rede tem como missão promover uma governação mais integrada das políticas tecnológicas do Estado, reunindo organismos públicos com responsabilidades nesta área e criando condições para decisões mais alinhadas, eficientes e orientadas para resultados.
A iniciativa responde à necessidade de superar modelos fragmentados de planeamento e contratação tecnológica, reforçando a coordenação entre entidades públicas e a capacidade do Estado para atuar com maior escala, coerência e eficácia.
Como afirmou o Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias:
“Esta rede marca uma mudança de paradigma na forma como o Estado decide e executa em matéria tecnológica, passando de uma lógica de fragmentação para uma lógica de coordenação, escala e eficiência ao serviço dos cidadãos.”
Um órgão de decisão para a modernização do Estado
A Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado distingue-se por não ser apenas um espaço de consulta ou partilha de informação. Trata-se de uma estrutura com natureza deliberativa, orientada para a definição de prioridades, o acompanhamento de projetos e a articulação entre organismos públicos. O papel de órgão principal de decisão e coordenação será assumido pela Comissão de Coordenação para a Estratégia Digital, presidida pelo CTO do Estado, Manuel Dias.
Este novo modelo pretende assegurar que as principais decisões tecnológicas da Administração Pública são tomadas de forma coordenada, evitando sobreposições, reduzindo custos e promovendo soluções comuns sempre que possível.
Entre os principais objetivos da Rede destacam-se:
- Acelerar a transformação digital da Administração Pública;
- Promover a interoperabilidade entre sistemas e serviços públicos;
- Reforçar a simplificação administrativa;
- Melhorar a capacidade negocial do Estado junto de fornecedores tecnológicos;
- Gerar ganhos de eficiência e escala;
- Alinhar investimentos tecnológicos com prioridades estratégicas nacionais.
De acordo com o Governo, esta coordenação poderá permitir poupanças significativas, estimadas em cerca de 300 milhões de euros, através de uma maior racionalização e capacidade negocial na área tecnológica.
Primeira reunião dedicada à inteligência artificial na saúde
A sessão inaugural da Rede teve como tema a aplicação da inteligência artificial no Serviço Nacional de Saúde, escolhida como exemplo de uma área onde a tecnologia pode gerar impacto direto na qualidade dos serviços públicos.
Durante a reunião, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde — SPMS, EPE apresentaram projetos em desenvolvimento no âmbito da saúde digital, incluindo soluções associadas à triagem, otimização de tempos de espera, gestão de recursos e telessaúde.
A escolha deste tema permitiu demonstrar o tipo de matérias que a Rede passará a acompanhar: projetos tecnológicos transversais, com impacto direto nos cidadãos, que exigem coordenação entre entidades, partilha de conhecimento e decisões estratégicas ao nível do Estado.
Reuniões mensais com temas estratégicos
A Rede funcionará através de reuniões mensais, cada uma dedicada a um tema específico da agenda de modernização do Estado. Este modelo permitirá acompanhar de forma regular projetos prioritários, identificar bloqueios, promover decisões conjuntas e assegurar que os organismos públicos envolvidos atuam de forma articulada.
Entre os temas que poderão integrar a agenda da Rede estão a interoperabilidade de sistemas, a nuvem soberana, a partilha segura de dados, a cibersegurança, a contratação tecnológica, a inteligência artificial e a simplificação dos serviços digitais.
Mais coordenação, mais escala e melhores serviços públicos
A criação da Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado representa uma mudança estrutural na governação tecnológica da Administração Pública.
Ao reunir entidades com responsabilidades digitais e tecnológicas, a Rede pretende criar uma visão comum para os investimentos do Estado, garantindo que as soluções adotadas são mais interoperáveis, sustentáveis e centradas nas necessidades dos cidadãos e das empresas.
Esta abordagem permitirá reduzir redundâncias, evitar a duplicação de sistemas, reforçar a segurança e melhorar a qualidade dos serviços públicos digitais.